O Jacobina Esporte Clube não é apenas um time de futebol no interior da Bahia. Jogando no Estádio José Rocha, onde cabem cerca de 6 mil pessoas, o clube carrega uma missão clara: botar o nome de Jacobina entre os grandes.
Como tudo começou (1993–1994)
A história começa oficialmente em 1º de dezembro de 1993.
No entanto, logo depois de nascer, em 1993, o Jacobina já se filiou à Federação Bahiana de Futebol e entrou em campo na Copa Interclubes. Esse torneio dava duas vagas para a Primeira Divisão Baiana do ano seguinte, então valia muito.
O time era treinado por Sérgio Oliveira e começou forte: vitória por 2 a 0 sobre o Conquista Futebol Clube. Depois, de novo 2 a 0, agora contra o River Ilheense, em Ilhéus. Na sequência, ganhou por 3 a 1 da Associação Atlética Sisal Bonfinense.
Teve tropeço em casa (1 a 0 para o River Ilheense), mas segurou um 0 a 0 fora de casa contra o Sisal Bonfinense e isso já bastou para garantir o acesso. Na rodada final, venceu o Conquista por 2 a 1 como visitante e levantou o título da Copa Interclubes. Ou seja: menos de um ano de vida e já estava classificado para jogar a elite do estadual.
A primeira queda e a pausa (1994–2013)
Em 1994, o Jacobina jogou a Primeira Divisão do Campeonato Baiano. Não foi fácil. Mesmo começando com um empate por 0 a 0 contra o Esporte Clube Poções, o time não conseguiu manter regularidade.
Foram 20 jogos, com 5 vitórias, 4 empates e 11 derrotas. Marcou 15 gols, levou 24 e somou só 14 pontos. O detalhe: o Jacobina ficou no Grupo B, que era formado só por times do interior. Então não cruzou com Bahia nem Vitória naquela fase. No fim, terminou em último e acabou rebaixado.
Depois desse rebaixamento, o clube parou as atividades profissionais. Foi praticamente um hiato que durou quase duas décadas.
O retorno e a volta pra elite (2014–2019)
O Jacobina voltou a aparecer de verdade em 2014. Disputou de novo a Segunda Divisão Baiana e foi vice-campeão, ficando atrás apenas do Colo-Colo de Futebol e Regatas (time que já tinha sido campeão baiano em 2006). Esse vice bastou para garantir a volta à Primeira Divisão em 2015.
A partir daí, o clube passou a ser conhecido como “Jegue da Chapada” e foi se firmando como um dos times mais presentes do interior baiano nos estaduais.
A melhor campanha recente veio no Campeonato Baiano de 2016. O Jacobina terminou a primeira fase em 4º lugar e caiu depois para a Juazeirense nas quartas, nos critérios de gol fora de casa. Ainda assim, foi uma campanha marcante.
No mesmo período, o clube também chegou à final da Copa Governador do Estado e acabou vice-campeão. Isso garantiu vaga no Campeonato Brasileiro da Série D de 2017. Foi a primeira vez que o Jacobina jogou uma competição nacional.
Além disso: o Jacobina terminou a Segunda Divisão Baiana como vice em 2014 e repetiu o vice em 2023. Essas são, até agora, as melhores colocações do clube nessa divisão. Em 2016, fechou o Baianão em 6º lugar, e esse resultado garantiu o direito de disputar a Série D junto com Fluminense de Feira e Juazeirense.
Rebaixamentos, recomeços e resistência (2020–2025)
O ano de 2020 foi pesado. Com pandemia, sem torcida no José Rocha, e com a campanha instável, o Jacobina acabou rebaixado na última rodada do Baianão.
Em 2021, o clube nem participou da competição. Só voltou a aparecer em 2022, terminando em 5º lugar e ficando fora da fase decisiva.
Em 2023, o Jegue da Chapada brigou de novo e ficou mais uma vez com o vice-campeonato da Segunda Divisão, repetindo o feito histórico de 2014.
Mas em 2025 veio outro baque: uma campanha muito fraca, com só 3 pontos somados, e novo rebaixamento para a Segundona Baiana. Dessa vez, caiu junto com o Colo-Colo.